Como o próprio nome diz, supérfluo é algo do qual você não precisa: pode tranquilamente viver sem. No entanto, na composição do orçamento, esta definição deve ser ajustada à realidade de cada um para não crias dívidas ou comprometer toda a renda.
Um bom planejamento financeiro deve incluir as despesas e obrigações do dia a dia, os gastos extras, o hábito de poupar dinheiro para a realização de sonhos de curto, médio e longo prazo e, ainda, os gastos supérfluos, que proporcionam uma sensação de premiação pelo esforço realizado.
Como a realidade financeira de cada um é bastante distinta, fica complicado quantificar, ou mesmo definir o supérfluo. Por exemplo: praticar aulas de alongamento em uma academia pode ser um gasto supérfluo para uma pessoa, porém fundamental para um programador de computador que passa horas do seu dia na mesma posição.
Como quantificar?
Primeiro, é importante atualizar a sua planilha de orçamento, listando nela todos os seus gastos ao longo do mês. Faça esse exercício e surpreenda-se: além das despesas fixas que você já conhece bem, vá incluindo todas as saídas de dinheiro: a passagem de ônibus, a ida ao cinema, o café na padaria, o presente de aniversário para a amiga, o sapato novo, a ida ao salão de cabeleireiro. Tudo!
Feito isso, compare receitas e despesas: quanto sobra no seu orçamento?
Agora, é hora da análise:
- se suas contas terminam no vermelho, não há neste momento espaço para os supérfluos. O caminho é cortar gastos, até que a situação se resolva. Parece uma medida restritiva e radical, mas passageira!
- se você fecha o mês sem saldo na conta, mas com todas as contas pagas, atenção: verifique o que pode fazer para economizar dinheiro, reduzir seus gastos. Os supérfluos neste caso são permitidas, mas você pode analisá-los, um a um, e traçar sua estratégia. Pense só: começar uma poupança para viajar nas férias pode ser muito mais interessante do que comprar roupas por impulso, concorda?
- se você fecha o mês com folga no seu orçamento, que tal poupar mais dinheiro? Ajuste seu orçamento para esta finalidade.
O caminho para se ter um orçamento saudável, em resumo, é o seguinte:
- gaste sempre menos do que você ganha. Todo orçamento deve ser ajustado à receita.
- em qualquer situação, encontre sempre formas de economizar dinheiro.
- combata as compras por impulso. Pergunte-se sempre: realmente preciso disso agora?
- crie o hábito de poupar dinheiro, estabelecendo metas de curto, médio e longo prazo.
- para isso, separe da sua conta uma quantia, logo que receber seu salário. Não deixe para poupar o que sobrar no fim do mês. Geralmente, não sobra!
Com essas lições de educação financeira em mente, fica mais fácil definir a parcela de supérfluos que cabe em seu orçamento. Você pode estipular um percentual, algo em torno de 5% da sua receita, considerando que a meta deve ser guardar 10% do que você ganha para compor sua reserva de emergência e realizar sonhos. Respeite o seu momento, defina seus objetivos e mãos à obra!