Diariamente, assumimos despesas que nem percebemos. A cada produto consumido ou serviço utilizado, ou mesmo na atividade produtiva que realizamos, temos embutidos os tributos (divididos em impostos, contribuições e taxas), em preços e nos rendimentos.
O imposto é o pagamento realizado pelo contribuinte para compor o orçamento do Estado. Os recursos arrecadados, basicamente, devem ser revertidos para o bem comum, para investimentos e custeio de bens públicos (saúde, educação, segurança).
Os impostos podem incidir sobre o patrimônio (como IPTU e IPVA), sobre a renda (Imposto de Renda) e sobre o consumo (IPI, ICMS).
Desde dezembro de 2012, a Lei 12.741 obriga empresas a informarem, na Nota Fiscal, qual a parcela de tributos paga pelo consumidor a cada compra realizada. Segundo levantamento do IBPT realizado em agosto de 2015, das mais de 10 milhões de empresas brasileiras que devem informar o tributo na nota fiscal ao consumidor, apenas 25% delas estão aptas a cumprir a legislação.
Muitas pessoas não se dão conta do quanto essa parcela pesa sobre o produto final, ou serviço. Confira aqui alguns exemplos. Os dados são do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação):
- Carne bovina – 23,99%
- Conta de luz – 48,28%
- Gasolina – 56,09%
- Almoço ou jantar em restaurante – 32,31%
- Conta de telefone – 48,28%
- Escola particular/ cursos de idiomas – 26,32%
- Geladeira – 38,21%
- Liquidificador – 43,54%