Como consumidor, é bem importante entender o que gera a inflação (que significa o aumento no preço dos produtos e serviços). No Brasil, existem vários índices para medi-la.
O índice considerado oficial é o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Seu principal objetivo é monitorar a variação nos preços dos produtos de mercado para o consumidor final. Por conta disso, é utilizado em muitos contratos e investimentos como um índice de reajuste (atualização de valores) e remuneração.
No mês de março de 2019, segundo informações do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), houve alta de 0,75%. O índice, que parece baixo, é a maior taxa para o mês desde 2015.
O que puxa a alta dos preços?
A aceleração da inflação no mês foi determinada pelas altas de 1,37% no grupo Alimentação e Bebidas, e de 1,44% nos Transportes. Juntos, esses grupos responderam por 80% do índice do mês. Todos os grupos pesquisados no IPCA subiram de preço, exceto Comunicação, que teve deflação (-0,22%).
O preço dos alimentos subiu pressionado pelo tomate (31,84%), pela batata-inglesa (21,11%), pelo feijão-carioca (12,93%) e pelas frutas (4,26%). Segundo o gerente da pesquisa, Fernando Gonçalves, em razão de problemas na safra e dos estoques baixos, o preço do feijão carioca mais que dobrou no primeiro trimestre, a maior alta desde o Plano Real para esse período. “São produtos importantes na mesa do brasileiro e que têm grande peso no índice de inflação”, ressalta.
Já o grupo Transportes, após deflação de 0,34% em fevereiro, acelerou 1,44% em março, devido à alta de 3,49% nos combustíveis. O resultado foi influenciado pelo aumento no preço da gasolina (2,88%) e do etanol (7,02%). Outras contribuições para a taxa positiva no grupo Transportes vieram do aumento nos preços nas passagens aéreas (7,29%) e ônibus urbanos (0,90%).